28/07/2011
ESPELHO DE UMA REVOLUÇÃO

Os manifestantes, todos trabalhadores associados a cooperativas, evidenciaram por meio de faixas palavras de ordem e do consequente agravo que gerou a situação que fere o direito constitucional de igualdade de participação subtraído pelo decreto 55.938, de 21 de junho de 2010, sancionado na época pelo Executivo paulista – governador Alberto Goldman - impedindo cooperativas de continuar a participar de concorrências públicas no Estado de São Paulo.
Ao alijar as instituições cooperativistas de participar do processo de licitação, o governo anterior incandesceu a chama contra o ato devastador que praticou, feriu a Constituição, e lançou por terra o direito de participação, contribuindo para a marginalização de mais de 17 mil cooperados que perderam praticamente tudo. A manifestação, embora circunscrita, transmitiu e apontou a gravidade da situação, mas sem perder a postura pacífica, fato que polarizou as atenções de personalidades e dirigentes cooperativistas que aguardavam a chegada do governador Geraldo Alckmin junto à entrada da Fecomèrcio, convidado a participar do ciclo de palestras sobre o Futuro da Energia de São Paulo, tendo por pano de fundo o “9 de Julho”.
PASSOS DE UMA NOVA ERA
Ao contrário do que se esperava, ao desembarcar do carro oficial e deparar com a presença de manifestantes, Alckmin de imediato se dirigiu aos participantes reunidos pelo Movimento, cumprimentando pessoalmente muitos dos cooperados. Ao ser abordado pelos dirigentes do Movimento: Paulo Roberto de Godoi Bueno, Murilo Karapetcov Silva e Gilmar Curtolo, implementou rápido diálogo, momento em que propôs marcar uma reunião com as lideranças cooperativistas no Palácio dos Bandeirantes. Cobrado a definir uma data por Nino Cecílio, da CSE-TeleNEWS, confessou estar sem agenda, mas assumiu promover o encontro até o dia 13, ou seja, após quatro dias, o que ocorreu dia 14.
A proposta discutida na reunião em Palácio, com a participação de Alckmin, do secretário de Emprego e Relações do Trabalho David Zaia, e assessores jurídicos do Executivo, mais os já citados líderes cooperativistas, inclusive Catarina Amaral, todos do Movimento, e de dirigentes da CSE, entre outras organizações do ramo trabalho, resultou na troca de idéias para elaboração de um novo documento: decreto 57.159 que dá a desejada redação condizente com a realidade cooperativista a partir do artigo 1º do decreto 55.938, de 21 de junho de 2010. (vide o novo decreto em anexo).
Essa revogação, ato processado em apenas 12 dias, encerra de vez mais um capítulo negro na história do cooperativismo paulista ao liquidar com a vedação aplicada sobre as cooperativas, associações que até então e durante os últimos 395 dias(ou seja, mais de 13 meses), viveu o desespero e o desalento no meio cooperativista paulista. (Nino Cecílio, jornalista da TeleNEWS, especial para o universo do cooperativismo. 25/7/11)
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