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28/07/2011
ESPELHO DE UMA REVOLUÇÃO
ESPELHO DE UMA REVOLUÇÃO
As comemorações do “9 de Julho”, data magna da  revolução que eclodiu em 1932 em prol da defesa dos direitos do cidadão, e que assentou pelo ideal conquistado expressivas raízes em solo paulista contra as “barbáries” do Governo federal,  inspiraram a oportunidade de conjugar com o tradicional evento por sua história e foco, uma expressiva  manifestação de cooperados organizada pelo Movimento Força Cooperativista, que promoveu concorrido ato público na data e na própria Avenida 9 de Julho.


Os manifestantes, todos trabalhadores associados a cooperativas, evidenciaram por meio de faixas palavras de ordem e do consequente agravo que gerou a situação que fere o  direito constitucional de igualdade de participação subtraído pelo decreto 55.938, de 21 de junho de 2010, sancionado na época pelo Executivo paulista – governador Alberto Goldman -  impedindo cooperativas de continuar a participar de concorrências públicas no Estado de São Paulo.


Ao alijar as instituições cooperativistas de participar do processo de licitação, o governo anterior  incandesceu a chama contra o ato devastador que praticou, feriu a Constituição, e lançou por terra o direito de participação, contribuindo para a marginalização de mais de 17 mil cooperados que perderam praticamente tudo. A manifestação, embora circunscrita, transmitiu e apontou a gravidade da situação, mas sem perder a postura pacífica, fato que polarizou as atenções de personalidades e dirigentes cooperativistas  que aguardavam a chegada do governador Geraldo Alckmin junto à entrada da Fecomèrcio, convidado a participar do ciclo de palestras sobre o Futuro da Energia de São Paulo, tendo por pano de fundo o “9 de Julho”.
 

PASSOS DE UMA NOVA ERA


Ao contrário do que se esperava, ao desembarcar do carro oficial e deparar com a presença de manifestantes, Alckmin de imediato se dirigiu aos participantes reunidos pelo Movimento, cumprimentando pessoalmente muitos dos cooperados. Ao ser abordado pelos dirigentes do Movimento: Paulo Roberto de Godoi Bueno, Murilo Karapetcov Silva e Gilmar Curtolo, implementou rápido diálogo, momento em que propôs marcar uma reunião com as lideranças cooperativistas no Palácio dos Bandeirantes. Cobrado a definir uma data por Nino Cecílio, da CSE-TeleNEWS, confessou estar sem agenda, mas assumiu promover o encontro  até o dia 13, ou seja, após quatro dias, o que ocorreu dia 14.


A proposta discutida na reunião em Palácio, com a participação de Alckmin, do secretário de Emprego e Relações do Trabalho David Zaia,  e assessores jurídicos do Executivo, mais os já citados líderes cooperativistas, inclusive Catarina Amaral, todos do Movimento, e de dirigentes  da CSE, entre outras organizações do ramo trabalho,  resultou na troca de idéias para elaboração de um novo documento: decreto 57.159 que dá a desejada redação condizente com a realidade cooperativista a partir do artigo 1º do decreto 55.938, de 21 de junho de 2010. (vide o novo decreto em anexo).


Essa revogação, ato processado em apenas 12 dias, encerra de vez mais um capítulo negro na história do cooperativismo paulista ao liquidar com a vedação aplicada sobre as cooperativas, associações que até então e durante os últimos 395 dias(ou seja, mais de 13 meses), viveu o desespero e o desalento no meio cooperativista paulista. (Nino Cecílio, jornalista da TeleNEWS, especial para o universo do cooperativismo. 25/7/11)
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